Roteiro da Viagem

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4 de abr. de 2011

Turistas têm opções para fugir da alta do IOF do cartão de crédito

Folha de São Paulo - 04/04/2011 - 07h37
EDUARDO CUCOLO DE BRASÍLIA
MARIANA SALLOWICZ DE SÃO PAULO


O aumento na tributação das compras no cartão de crédito fora do país levou muitos viajantes a buscar alternativas para fugir do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) mais caro, como cartões pré-pagos, cartão de débito, travelers cheques e moeda em espécie.
A vantagem é a tributação de 0,38% de IOF, abaixo da do cartão de crédito, que subiu de 2,38% para 6,38%.
Os cartões pré-pagos ainda são oferecidos por poucos bancos comerciais, mas podem ser encontrados em várias corretoras de câmbio.
Têm como vantagem, além do imposto menor, a possibilidade de compras on-line em lojas do exterior e o uso na função débito.
"Outro diferencial é o crédito não expirar. O cliente coloca o valor que acha que irá gastar. Se sobrar, pode usar em outras viagens ou vender o que restou", afirma Rose Del Col, vice-presidente das Américas para produtos pré-pagos da American Express.
A taxa de câmbio é fixada no momento da aquisição ou recarga, evitando flutuações.
Outro custo, além do IOF, é uma taxa nos saques (normalmente, US$ 2,50).
Os cartões de débito, os mesmo usados no Brasil, normalmente precisam ser ativados para funcionar fora. As taxas, que variam de acordo com o banco, são maiores.
Os travelers cheques, que já foram a principal opção para os turistas antes do avanço dos meios eletrônicos, também possuem taxa de compra e venda que varia de acordo com o banco. O problema, nesse caso, é a aceitação mais limitada.
Editoria de Arte/Folhapress

CÂMBIO
A cotação usada nos cheques de viagem, a mesma do pré-pago, é pouco inferior à da venda de dinheiro em espécie, no caso do dólar ou euro. Em outras moedas, no entanto, alguns bancos e corretoras cobram uma taxa mais baixa pelo dinheiro virtual.
A principal desvantagem dessas alternativas é que exigem que o turista compre o dinheiro antecipadamente.
"Com o cartão de crédito, paga-se a fatura posteriormente, com possibilidade de parcelar. Por isso, essas formas de pagamento devem ser complementares", diz Felipe Maffei, diretor de produtos da Visa do Brasil.
Dividir os gastos entre cartão de crédito e pré-pago também permite diluir o risco de variação do câmbio. No crédito, vale o dólar do pagamento da fatura, o que pode ser bom, no caso de queda da moeda, ou ruim, na alta.
Outras vantagens do crédito são os bônus em programas de milhagem e o fato de não haver sobra de dinheiro, principalmente em uma época em que o real se valoriza.

TEMPORÁRIO
Sandra Rodrigues, gerente-executiva do Santander, diz que o aumento do IOF elevou a procura por cheques e por dinheiro em espécie. Para ela, no entanto, esse movimento pode ser temporário.
"Dependendo do gasto, a diferença de preço em relação ao produto no Brasil não inviabiliza a compra."
Pesa ainda a tendência de crescimento no uso do cartão de crédito, cuja participação no gasto com viagens internacionais cresceu de 51% para 61% em seis anos.
Um gasto de US$ 500 no crédito, por exemplo, fica R$ 35 mais caro em relação ao IOF de 2,38% e R$ 50 superior ao pagamento no pré-pago, cheque ou dinheiro.
Se o mesmo produto custar mais no Brasil, ainda pode ser um bom negócio.

25 de mar. de 2011

Aumento de IOF para compras com cartão de crédito no exterior

Relato aqui noticia do Estadão de hoje que dá conta que o Governo Dilma deverá aumentar já na segunda-feira o IOF nas compras com cartão de crédito no exterior para de 2,38% para 6,48%.

Essa notícia já havia sido cantada pelo Josias de Souza em seu blog na Folha de São Paulo.

A se confirmar o aumento da alíquota, devermos refazer nossas contas.

"IOF sobre compras no cartão no exterior subirá para 6,38%, dizem fontes

A medida, que deve ser publicada na segunda-feira, tem como um dos focos conter o consumo

25 de março de 2011 | 12h 39

Renata Veríssimo, da Agência Estado
BRASÍLIA - O governo vai elevar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre as compras no exterior com cartão de crédito de 2,38% para 6,38%, segundo informações de duas fontes do governo ouvidas pela Agência Estado. O decreto com o aumento da alíquota está pronto e deve ser publicado na segunda-feira. A medida tem como um dos focos conter o consumo. Os gastos de brasileiros no exterior cresceram muito no ano passado em função da valorização do real frente ao dólar. A despesa bruta com cartão de crédito em 2010 foi de US$ 10,17 bilhões. Em 2009, tinha sido de US$ 5,59 bilhões, segundo os dados do Banco Central.
Em 2008, para compensar a perda de arrecadação com o fim da CPMF, o governo já tinha elevado em 0,38% todas as operações de crédito. Com isso, o IOF sobre a fatura de cartão de crédito subiu naquela época de 2% para 2,38%.
As fontes do governo informaram também que na segunda-feira ainda será publicada a medida provisória que corrige em 4,5% a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). O custo da medida é de R$ 1,6 bilhão para 2011, segundo cálculos da Receita. A correção passa a valer a partir de abril.
Ainda na segunda, o governo deve publicar o decreto que eleva a carga tributária sobre bebidas frias - cerveja, refrigerante e água. Os preços de referência, usados como cálculo na tributação, devem subir de 10% a 15%."